HISTÓRIA
Tudo começou com um sonho do radialista Anael Lopes, que na época fazia um programa na rádio ABC - AM, o Anael Lopes Show, com música, hora certa, informação e prêmios para os ouvintes.
Contando com o trabalho de Ezequiel Moura, como jornalista responsável, lançou então o “O Abraçarinho”, que trazia em suas quatro páginas somente anúncios comerciais dos mais diferentes segmentos de atividades na região, inclusive político.
Mas apesar do nome, e sem conter quase nenhuma informação de cunho editorial pelo menos até o número 5, quando começou a ganhar corpo, o fato é que o “O Abraçarinho” – que aos curiosos Anael explicava significar “abraço com carinho” – avançou em sua trajetória como informativo publicitário até alcançar o número 7, quando foi transformado em tablóide, agora com diagramação de outro profissional, e já contando com a colaboração efetiva de vários articulistas - que abordavam assuntos como política, decoração, culinária e comportamento, entre outros - tendo entre eles o psicoterapeuta Claudinei Luiz, que assinava a coluna “Vivendo Melhor”.
Mas foi no ano II mais precisamente no número 10, por sugestão do colunista e amigo Claudinei, que se deu a primeira grande mudança. O jornal passou a chamar “MercNews ABC – Abraçarinho”, estreando com novo jornalista responsável – agora José Roberto Marques - seu novo logo e com a garota na capa, além de muitos anúncios, claro!
O nome MercNews, que traduzido significa Notícias de Mercado, foi escolhido devido ao fato de na época o então jornal trazer somente informes comerciais e anúncios. O motivo de estar em inglês foi o de evitar qualquer conexão com a revista Livre Mercado, já existente.
O tempo passou e o jornal cada vez mais elaborado, e sempre mantendo formato tablóide chegou ao ano III, número 21, quando passou a contar com o nome de Claudinei Luiz, na sociedade e estreando com editorial e chamada de capa: É tempo de mudanças, já antevendo o que estaria para vir. Aumentou de tamanho, passando a ocupar 16 páginas, com a primeira e a última delas impressas a 4 cores, não ostentando mais os selos “Abraçarinho” e “Informe Publicitário” e com significativa redução da quantidade de anúncios, dando espaço para o seu editorial. Passou a contar com a colaboração de mais de 25 colunistas, escrevendo sobre os mais variados assuntos, mas sempre voltados à qualidade de vida. Nesta edição estreou também o Quadro Social, até hoje considerado um ícone da Revista.
Três números depois – na 24ª edição – aconteceu a mudança seguinte, na verdade a que seria o embrião da revista atual. É que ainda no formato tablóide, e jeito de jornal, ele passava a ter “cara de revista”, trazendo efetivamente a garota na capa – em toda a capa, o que se tornaria seu maior chamariz – com chamadas sobre as matérias da edição e... sem anúncios.
Passou a ostentar também na capa, o slogan: A caminho do novo milênio, com qualidade de vida, solidificando, de vez, a sua linha editorial e mais que isso: impresso inteiramente a quatro cores ganhava ainda novo sócio – Homero Luís Pinto de Souza.
Foi no número 39 que MercNews ABC passou por nova mudança.
Efetivamente com mais cara de revista, só que ainda mantendo o formato tablóide, mudou seu logo, passando a chamar MercNews – A Revista do ABC e assim foi até o número 55, quando comemorando seu quinto aniversário em fevereiro de 2000 – e contando a partir de então com o projeto gráfico e vinhetas do designer gráfico Joel Cunha e responsabilidade editorial do jornalista Carlos Coelho – passou ao formato Revista, que mantém até hoje, embora ‘muita água tenha rolado desde então’. Porém antes disso, por volta do número 47, o fundador Anael Lopes se afastava da publicação, passando a se dedicar somente ao rádio e à TV.
Mesmo conceito e muita diversidade
Isso mesmo. Tanto nas capas, como nos assuntos abordados. É que acompanhando a evolução dos tempos, MercNews – desde então mantendo somente este nome – não parou de evoluir, adequando-se às conjunturas que iam se apresentando, porém sem perder seu lema de vista: enfocar qualidade de vida acima de tudo.
E chegou ao número 100, em novembro de 2003, com novo editor, ostentando logotipo e papel diferentes, além de diagramação moderna, e ainda novas colunas, vinhetas e matérias com abordagens diferentes, que de imediato agradaram a seus leitores e que também deram novo cunho às suas capas, que passaram, desde então, a ser bem diversificadas.
A partir daí, trazendo a cada edição assuntos relevantes em todos os segmentos – abordados por meio de entrevistas com inúmeras personalidades do ABC e de São Paulo – e agregando ainda um guia em suas páginas, ampliando o leque de opções de cultura e lazer, passou a publicar também artigos dos mais variados autores, sobre diversos assuntos, e dar dicas importantes sobre comportamento, culinária, saúde, estética, moda, turismo, compras, etc, em suas matérias e colunas, além de dar maior visibilidade a empresários da região, em suas seções Hobby e Empresa de Sucesso.
De lá para cá sofreu mudanças em sua sociedade; mas tendo à frente o mesmo Claudinei Luiz, dos tempos de “O Abraçarinho”, passou posteriormente a ser encartada no jornal Diário do Grande ABC, além de ser distribuída para seu mailing direto e em importantes pontos comerciais das sete cidades, e também a ser vista on-line, sendo a primeira publicação inteiramente virtual da região.
A marca MercNews, ainda questionada por muitos, deixou de ser traduzida e está institucionalizada, pelo menos na região, como qualidade de vida, de forma a ajudar aos leitores a fazerem de cada dia de suas vidas um grande dia, a propósito slogan da campanha de fim de ano veiculada em outdoors, no Grande ABC.
E assim está hoje. A MercNews continua sendo a mesma revista coloquial dos primeiros tempos, mas mantendo a sua vocação – com perdão da rima – qual seja a de resgatar o antigo “bate-papo” de portão.